9/Jul/2009

"Faço Tudo pelo seu Voto" in Notícias do Barreiro

"Faço tudo pelo seu Voto" - artigo de Opinião publicado na Edição escrita do Notícias do Barreiro desta semana. Um texto focado no combate à abstenção, no desinteresse e alienação generalizados e, sobretudo, uma tentativa de estímulo à agitação de consciências.

Post Scriptum - Na edição escrita o artigo surge, por lapso de paginação, sem referência à minha condição de Militante do PS. Não sendo relevante fica a correcção.



"Faço Tudo pelo seu Voto"

Perdoem-me a ironia, mas ao bom estilo do político português começo desde já por pedir desculpa pelo título pouco ortodoxo. Na mesma linha, não posso deixar de aproveitar para prometer que não pedirei o seu voto para qualquer partido, associação ou instituição. Por último, mas não menos importante, não terei qualquer vergonha em afirmar as coisas que todos nós sabemos, sobre uma série de situações que se passam em certos sitios e em denunciar as acções perpetradas pelos sujeitos do costume. O povo “sabe do que estou a falar”.

Enfim, se está cansado deste modelo de discurso convido-o a que reflictamos sobre a abstenção e, sobretudo, sobre a alienação generalizada dos cidadãos em relação à vida política do nosso País, da nossa Cidade ou até da nossa Freguesia.

Ao longo dos últimos anos, temos assistido a um progressivo afastamento, dos portugueses dos centros de decisão política apenas possível com a cumplicidade daqueles que não crêem na construção de uma democracia mais eficaz e participada.

O silêncio é mau companheiro mas desenganem-se aqueles que cedendo à lógica da crítica fácil, pensam prestar um bom serviço à nação. Por outro lado, a crença generalizada de que todos os nossos representantes são iguais, está de tal forma enraízada que assombra até aqueles cujas práticas de serviço público são exemplares, assim como, os seus esforços em proporcionar mais qualidade de vida aos seus concidadãos.

Os elevados índices de abstenção, as iniciativas políticas despidas de cidadãos e a proliferação de modelos de intervenção cada vez menos focados nas ideias são a prova desta realidade. A vertiginosa descaracterização da outrora “nobre arte” de servir a coisa pública está bem espelhada na substituição do debate ideológico por exacerbadas discussões de personalidades cuja expressão máxima é a pessoalização da vida política, em figuras de motivações e capacidades técnicas duvidosas. Este cenário não só inibe a alteração do paradigma vigente como não mais faz do que aumentar as audiências de jornais e televisões, servindo apenas para sustentar comentadores profissionais da espuma dos dias.

Os sinais são demasiado evidentes para que possamos assobiar para o lado e demasiado profundos para serem resolvidos pelas velhas fórmulas que já deram mostras de, invariavelmente, funcionarem contra quem as pratica e, em última análise, comprometerem o futuro de todos nós.

Conscientes de que existe cidadania para além dos partidos, urge travar a batalha da moralização do sistema político e impõem-se-nos o dever de, de dentro da nossa esfera de influência, dedicar tempo e energia a combater os comportamentos que afastam cada vez mais os representantes daqueles que deveriam representar.

No entanto, perdoe-me o leitor que, com humildade, “lhe aponte o dedo”. Não ignoro que aqueles que, diariamente, como eu, trabalham, produzem e pagam impostos, dão já um valioso contributo para o desenvolvimento do país, ainda assim, gostaria que reflectíssemos sobre o que podemos fazer para melhorar a qualidade da nossa democracia:

Quantas vezes deixou de exercer o direito de voto, e se castigou a si mesmo, pensado que esse seria um excelente acto de protesto? Quantas vezes assistiu às reuniões dos órgãos autárquicos ou usou o período de intervenção do público, consagrado na lei? E quantas vezes utilizou do direito de petição, também salvaguardado pela legislação, para ter acesso à documentação das instituições públicas?

Tenho para mim que a classe política de cada país é um espelho da sua cultura e, por este motivo, não me restam dúvidas que, apesar da nossa participação não se esgotar no voto, cabe-nos, antes de mais, estimular o dever de escolher. Nos dias, 17 de Setembro e 11 de Outubro seremos chamados a fazer escolhas legislativas e autárquicas. Informe-se e participe pondo a sua criatividade e experiência ao serviço da comunidade. Não aceite que façam tudo com o seu voto.


André Pinotes Batista
Militante do PS e da JS

JB organiza Debate - Política de Investimentos do Governo


O semanário Jornal do Barreiro vai promover, no próximo dia 10 de Julho, um debate sobre a Política de Investimentos do Governo, onde serão colocadas em cima da mesa temáticas como a Terceira Travessia do Tejo (TTT) e o novo Aeroporto a construir no Campo de Tiro de Alcochete.

(Veja o Convite - Clique na Imagem para Aumentar)

Início:
Sexta-feira, 10 de Julho de 2009 às 21:00
Local:
Barreiro - Biblioteca Municipal do Barreiro
Rua:
Rua Dr. Manuel Pacheco Nobre nº42, 2830-080 Barreiro
Cidade/Localidade:
Barreiro, Portugal

Telefone:
212046935
E-mail:

Em resumo:

O semanário Jornal do Barreiro vai promover, no próximo dia 10 de Julho, um debate sobre a Política de Investimentos do Governo, onde serão colocadas em cima da mesa temáticas como a Terceira Travessia do Tejo (TTT) e o novo Aeroporto a construir no Campo de Tiro de Alcochete.

A iniciativa terá lugar pelas 21h30, no Auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro, contando com cinco deputados do distrito de Setúbal para conversar sobre as Grandes Obras Públicas do actual Governo.

CDS-PP, Bloco de Esquerda, Partido Comunista Português, Partido Social-Democrata e Partido Socialista vão, deste modo, debater as vantagens e desvantagens, custos e questões ambientais implicadas na construção das infraestruturas em causa. A população, ainda que não intervenha no momento, devido à limitação de tempo para o debate, poderá fazer chegar ao Jornal do Barreiro as suas questões para que possam vê-las respondidas no local.

Para tal, basta enviar as suas dúvidas, até quinta-feira, dia 9 de Julho, para redaccao@jornaldobarreiro.com.pt ou remetê-las via correio para Rua Dr. Manuel Pacheco Nobre nº42, 2830-080 Barreiro. Poderá ainda enviar as suas questões por fax através do contacto 21 204 69 35.


Participe! Não fique fora das decisões que envolvem o futuro do seu concelho.

2/Jul/2009

Gosto deste gajo...


Caros amigos,

Faz muito tempo que uma letargia "blogueira" me atingiu. Vicissitudes várias, do trabalho ao mais puro ócio, afastaram-me paulatinamente do Bafon cibernético.

Acresce a tudo isto que, inesperadamente para quem me conhece, ultimamente me tenho dedicado ao estranho vício de acordar cedo e trabalhar dezena de horas por dia. E foi assim desprevenido que, com as calças da rotina da espuma dos dias no chão, as minhas sempre pouco pacatas tarefas laborais foram interrompidas por um surto de SMS e o respectivo ribombar de toques polifónicos produzidos por telemóveis de 6ª geração que fizeram crepitar os tampos das nossas secretárias.

"O Michael Jackson morreu novamente." - anunciou com funesta pompa um colega. Revivi, em conjunto com a malta, o drama da semana anterior, não o do falecido, mas o nosso de ver jornais, rádios, televisões, redes sociais entre outras plataformas digitais, invadidas pela morte de um ícone, com pormenores sinistros e pouco relevantes a serem divulgados de minuto a minuto como "breaking news". Naquele momento todo eu era medo.

Rapidamente a aflição tomou conta de nós. O colega havia mentido mas a notícia era na verdade sobre uma assunto bastante mais grave... O Manuel Pinho havia lançando uns proeminentes chifres sobre o Bernardino Soares. Confesso que ao ouvir o Mário Crespo temi pelo fim da Democracia...

Às páginas tantas, acabei por concluir que apenas nos próximos dias poderemos avaliar, com exactidão, a verdadeira extensão do impacte do par de cornos com o qual o ministro brindou a casa da democracia portuguesa.

No entanto, nestas coisas da política partidária não podemos adoptar uma postura hipócrita. E é nesse sentido, mas também por amor à verdade, que me confesso:

Admiro, ardentemente, o acto de loucura e libertinagem do Professor Pinho.

Confesso, inclusivamente, que eu próprio sonhei, por diversas vezes, que durante horas os deputados da nação, os meus pais, os senhores da TMN, da Pizza Hut e da TVCabo e, sobretudo, o Pacheco Pereira, o Medina Carreira e o Vasco Pulido Valente eram forçados a ouvir os meus impropérios, acompanhados de um esticar de dedos, aqui e acolá, ora de acusação, ora de fecundação.

Para finalizar, assumo com a humildade que o momento eleitoral aconselha, que me deixei levar nas conversas mansas dos sapatos Italianos, das Minas e da mão-de-obra barata...
O Pinho foi mais lesto...
O Pinho actuou enquanto eu estava distraído a trabalhar...
O Manuel não se conteve nem se quis conter...
E o Pinho disse-lhes o que eu lhes ia dizer!!!

Foi um favor que me fez, assim, poderei manter a minha imagem política intocável, na esperança de quem sabe um dia ter o lugar a que tenho direito, avião privado a condizer, 40 seguranças para estar descansado, a minha BioMetrics para ter amigos com nomes estranhos e conhecer finalmente a América do Sul, um Túnel do Rossio só para brincar aos tribunais, a criação da Chancelaria de Alburrica para receber os meus amigos e tomar finalmente posse dos Moinhos de Maré da Minha cidade, entre outros desaforos que considero da mais elementar justiça.
Moral da história: Numa política cada vez mais apreciada pelos portugueses, cada vez mais apelativa e consequente, a paixão e a humanização não são o segredo do sucesso: Mais vale silibar um "filho da puta" entre dentes, como já vi in loco acontecer muitas vezes, do que gesticular a um deputado que o gajo têm é dor de corno porque afinal os trabalhadores não são reféns da dialéctica de uma ideologia ultrapassada.

Num caso dá e indignação nacional e demissão, no outro um aperto de mão e quem sabe uma parte do quinhão...

Em todo o caso dá que pensar...Porreiro pá!
Fã número 1 do Marinho Pinho,
Perdão do Manuel Pinto,
Porra,
Vocês sabem do que é que eu estou a falar,

André Pinotes Batista
Post Scriptum I - Obrigado Manuel pela dedicação e serviços prestados com abenegação à coisa pública, para teu descanso serás lembrado... Não pelos 4 anos de trabalho pela nação mas pelo par de cornos que fizeste quando ergueste a tua mão.
Post Scriptum II - Parte do texto é ficcionado mas, "pasme-se", o ministro corneou mesmo a oposição.

16/Jun/2009

Juventudes Partidárias na SIC Radical (com a JS Barreiro)

3/Jun/2009

Nós, decidimos!



Como a maioria de vós sabe sou militante do Partido Socialista. No entanto, hoje não estou aqui para vos convencer, seduzir ou influenciar, de alguma forma, o vosso sentido de voto. Sucede que defendo a Democracia em geral e sou um europeista convicto em particular.

Tal facto, nunca me impediu de entender as falhas do sistema democrático, nem tão pouco me induz qualquer melindre em reconhecer que o processo de construcção europeia não tem seguido o rumo mais correcto, nem tão pouco adoptado um modelo flexil e próximo das pessoas.

Fundamentalmente, os "obreiros" da europa têm caido na tentação da burocracia pura e dura que enclausura os rumos da comunidade às decisões tomadas em pequenos gabinetes em Bruxelas.

No próximo dia 7, decorre o primeiro de três actos eleitorais que o ano de 2009 nos reserva. Segunda uma sondagem, encomendada pela Comissão Europeia, apenas 18% dos Portugueses tem a certeza de ir votar.

Por outro lado, temos sindo frequentemente confrontados com testemunhos de pessoas que desencantadas com o estado da democracia declaram enraivecidamente não ir votar e a esses respondo como uma pequena retrospecitva histórica - Se o facto de calar a voz constituisse um acto de afronta ao status-quo, as ditaduras de todo o mundo não se preocupariam em criar as mais brutais formas de repressão da liberdade de expressão? Não é?

Mas porque votar?

Todos nós decidimos votando. o votar nas eleições para o Parlamento Europeu, decidimos quem vai influir no nosso futuro e no dia-a-dia de cerca de 500 milhões de cidadãos europeus. Todos sabemos do impacto crescente que as decisões dos organismos Europeus têm no nosso dia-a-dia. Se isso não te preocupa, alguém se preocupará por ti - decidindo quem te vai representar na única assembleia pan‑europeia eleita por sufrágio directo.

Os deputados eleitos vão moldar o futuro da Europa nos próximos 5 anos. Escolhe a Europa que queres!

Como cidadão europeu, votar em eleições para o PE é um direito fundamental e a forma certa de ter uma palavra a dizer sobre o modo como a UE funciona e que caminho deve seguir...

Não votar é abdicar de dar o teu contributo e permitir que tudo fique na mesma!

Informa-te, debate e no próximo dia 7... Vai Votar!

André Pinotes Batista

22/Mai/2009

Jornal do Barreiro promove Debate Europeias 2009



Anfitrião:
Jornal do Barreiro
Tipo:
Rede:
Global
Data:
Sexta-feira, 22 de Maio de 2009
Hora:
21:30 - 23:30
Local:
Auditório da Cooperativa Popular Barreirense
Rua:
Rua Miguel Bombarda, 64 C (Junto ao Centro Comercial Miguel Bombarda)
Cidade/Localidade:
Barreiro, Portugal

E-mail:

Descrição

O Jornal do Barreiro organiza no dia 22 de Maio, às 21h30, no Auditório da Cooperativa Popular Barreirense (Rua Miguel Bombarda, 64 C), um debate sobre as próximas eleições europeias, que se irão realizar a 7 de Junho de 2009.

Estão confirmadas as presenças de candidatos de todos os partidos com assento no Parlamento Europeu.

Em virtude do inegável interesse da matéria em discussão, temos a honra de o (a) convidar a estar presente em mais uma iniciativa do Jornal do Barreiro.

Com os melhores cumprimentos,
O director,

Luís Filipe Ferreira

20/Mai/2009

Dedicatória ao Zé Canário



Já viste oh Zé? Que belo clip?

2/Abr/2009

A teoria da pessoa X que vale Y votos e os 32€


Vem isto a propósito da "Inferência" do Rostos intitulada "Quem vai capitalizar os votos de João Soares?" data de 30 de Março.

Ao contrário da maioria dos meus amigos e conhecidos, que estão na vida partidária ou a acompanham, eu sou bastante céptico em relação à teoria da "pessoa X que vale Y votos”.

A razão é simples. Custa-me a crer que numa cidade onde mais de 75% dos cidadãos NÃO conhecem o presidente da C.M.B. (que aparece sistematicamente, como é normal, em editais, boletins, conferências de imprensa, anúncios públicos, inaugurações e comunicação social em geral), mais de 95% não sabem quem são os vereadores e deputados da Assembleia Municipal e, digo-o mais em tom de brincadeira, 99% não conhecem os próprios vizinhos – alguém possa per si “valer votos” que possam ser “capitalizados”.

As “etiquetas partidárias” valem muito mais e, tristemente, a alienação colectiva de abstencionistas descrentes ou desinteressados ainda é mais relevante – estes sim precisavam de ser “capitalizados”.

Em suma, quem capitalizou "os votos" do João foi o Rostos na brincadeira de 1º de Abril!


Outra questão tem que ver com uma recolha de fundos e uma insinuação sobre uns putativos 32€ que afinal SÃO MUITO MAIS DINHEIRO.

Acho que, no mínimo, quem escreveu, falou e disseminou esta informação pelos militantes e órgãos de comunicação social tem a obrigação de se retractar rapidamente e corrigir esta inverdade. Acresce ainda que me parece de muito mau tom e de enorme gravidade trazer certos assuntos para discussão em praça pública. Ainda mais porque haveria tanto a dizer... Mas enfim... prefiro escrever desta forma redonda e vaga que, apesar de puder baralhar a maioria, é percebida pela minoria que, efectivamente, a tem que perceber.

Imaginem só que eu, entre outras centenas de militantes, estávamos a pensar doar dinheiro?

Espero que se resolva a bem para não ter que se resolver a mal.
Estranha forma de vida (política) esta...


André Pinotes Batista